Norte vs Sul


Hoje em dia, se fores uma moçoila com um corpito trabalhado, meio palmito de cara e quiseres singrar no mundo da música, fazeres muito dinheiro, e seres uma estrela mundial da pop ou do hip hop (e se simultâneamente não te preocupares muito com integridade artística), tens que fazer pela vida. Tens que ter nascido, ou no mínimo imigrado para um país anglófono (EUA, de preferência), tens que cantar músicas mexidas com letras de forte conteúdo erótico, apareceres ao vivo e em videoclips totalmente slutty, a abanares as tetinhas e o rabiosque.
Na década de 80, em tempos mais felizes e inocentes, as coisas eram bem diferentes. Bastava cantares umas xaropadas românticas, com uma não tão forte, mas mesmo assim presente, carga erótica e sobretudo teres umas enormes glândulas mamárias. Depois aparecias nas revistas teens em topless, ou bikini e tava a andar.
Dentro dessa óptica, havia 2 escolas de pensamento, rivais e antagónicas. A anglo-nórdica da loura Samantha Fox, e a resposta do sul da Europa, a quente e morena Sabrina Salerno.
A inglesa ficou conhecida por um par de...canções como Touch Me e Nothing gonna stop me now, enquanto a católica (note-se o sempre presente crucifixo bem alojadinho entre os seus dolomitas mamários) Sabrina tinha um grande...êxito chamado Boys, Boys , Boys.
Hoje, Sabrina é uma mamma de famiglia, enquanto Sam é uma cristã confessa que vive com a sua manager.
Veja-se aqui a batalha de estilos:




